Claudio Barbosa

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Em Maceió, nova PPP trará mais prejuízo para a CASAL, alerta Sindicato

07/09/2015 17h05
Em Maceió, nova PPP trará mais prejuízo para a CASAL, alerta Sindicato

O Sindicato dos Urbanitários do Estado de Alagoas lançou uma nota, segundo a qual, a população de Maceió será prejudicada com a celebração de uma Parceria Púbico Privada - PPP, que promete levar esgotamento sanitário para a parte alta da capital alagoana. De acordo com o sindicato, a parceria está sendo preparada pela Casal e terá os mesmos moldes da PPP de Arapiraca, “que dá prejuízo mensal gigantesco à Companhia”. Conforme a nota, o sindicato questiona o fato de o presidente da Casal afirmar que a PPP de Arapiraca dá prejuízo e, ao mesmo tempo, preparar uma parceria idêntica para Maceió.

Leia na integra a Nota publicada no site do sindicato dos Urbanitários:

O Sindicato dos Urbanitários afirma que a população alagoana vai ser mais uma vez prejudicada com a celebração de uma Parceria Púbico Privada – PPP, que promete levar esgotamento sanitário para a parte alta de Maceió, atingindo os bairros do Tabuleiro dos Martins, entorno do Benedito Bentes, Clima Bom, Colina dos Eucaliptos, Santa Lúcia, Rosane Collor e Cidade Universitária. A PPP está sendo preparada pela CASAL e terá os mesmos moldes da PPP de Arapiraca, que dá prejuízo mensal gigantesco à Companhia.

O contrato para a celebração desta PPP foi assinado no governo anterior, através do então presidente da CASAL Álvaro Meneses e o governador Téo Vilela. O projeto prevê a construção de estações de tratamento de esgoto, que será entregue a iniciativa privada pelo prazo de 30 anos e inclui, conforme a lei, a execução das obras e serviços correspondentes de operação, manutenção, controle operacional e comerciais, ou seja, a CASAL se retirará totalmente da operação do sistema.

Segundo o atual presidente da companhia, Clécio Falcão, em entrevista concedida a uma TV local, a PPP de Arapiraca dá prejuízo mensal para a empresa, que arrecada cerca de R$ 2,6 milhões/mês e é obrigada a repassar cerca de R$ 4 milhões/mês para a CAB Águas do Agreste, que opera o sistema na região. Isso fora a energia elétrica consumida mensalmente, que se aproxima de R$ 1 milhão/mês.

O Sindicato questiona o fato do presidente da CASAL afirmar que a PPP de Arapiraca dá prejuízo e, estar preparando outra PPP, nos mesmos moldes, para Maceió. Se a empresa já não possui recursos para investimentos, como é que ainda vai perder mais dinheiro, entregando um grande sistema lucrativo para a iniciativa privada?

Os Urbanitários estão preocupados com essa situação, já que também está em andamento um projeto para privatização da empresa como um todo e, além disso, outro projeto de locação de ativos, que deverá sangrar ainda mais os cofres da já combalida CASAL. Os sindicalistas esperam que a direção da companhia esclareça para a população essa situação, pois a sociedade não vai aceitar ser mais uma vez enganada, com a entrega para a iniciativa privada, desse grande patrimônio público dos alagoanos que é a CASAL.
 

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