Alagoas

Servidores do Ifal paralisam atividades e protestam contra ajuste fiscal do governo

Manifestantes se reuniram em frente ao prédio da reitoria do Instituto, na manhã de hoje (1º)

Por 7 Segundos com assessoria 01/09/2016 11h11
Servidores do Ifal paralisam atividades e protestam contra ajuste fiscal do governo
Servidores do Ifal paralisam atividades e protestam contra ajuste fiscal do governo - Foto: Assessoria

Servidores do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) paralisaram as atividades na manhã desta quinta-feira (1º) e realizaram um protesto contra o ajuste fiscal do governo, cortes de verbas na Educação e implantação de ponto eletrônico. O ato acontece em frente ao prédio da reitoria, na Jatiúca, e conta com professores e técnicos administrativos, além de estudantes em geral.

Segundo a assessoria, a paralisação é fruto da decisão coletiva de lutar contra retrocessos no âmbito nacional e local. Servidores dos 15 campi do estado e da Reitoria devem aderir ao movimento. 

"Estamos em luta contra ataques do governo golpista de Temer que quer acabar com a Educação e os serviços públicos, assim como contra a Reitoria, que quer restringir direitos e fazer os servidores pagarem pela crise", disse Hugo Brandão, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Profissional e Tecnológica no Estado de Alagoas (Sintietfal).

O sindicalista apresentou a PEC 241/16 como a principal ameaça hoje à Educação pública. "Se aprovada, congelará gastos com Saúde e Educação por 20 anos. Já não temos Orçamento garantido para 2017, é possível ter cortes de vagas e até não concluir o ano por falta de recursos. Com a PEC, essa situação deplorável pode persistir até 2037", completou o sindicalista.

Os servidores lutam, também, contra a instalação do ponto eletrônico no Ifal e defendem a manutenção das 30 horas para os técnicos administrativos em Educação. "O ponto eletrônico cumpre o objetivo de desviar o foco dos reais problemas do Instituto - que sofre com falta de pessoal e a falta de recursos - para o servidor. Busca, também, criar condições para a aumentar a jornada de trabalho dos técnicos sem aumento de salários. Não aceitaremos qualquer retrocesso", assegurou Brandão.