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Terrorista “Unabomber” é encontrado morto em cela aos 81 anos

Criminoso norte-americano Theodore J. Kaczynski, o “Unabomber”, estava preso desde 1996 e foi condenado à prisão perpétua em 1998

Por Metrópoles 10/06/2023 18h06
Terrorista “Unabomber” é encontrado morto em cela aos 81 anos
Terrorista “Unabomber” é encontrado morto em cela aos 81 anos - Foto: Getty Images

O criminoso norte-americano Theodore J. Kaczynski, conhecido como “Unabomber”, morreu neste sábado (10/6) aos 81 anos. Segundo o Escritório Federal de Prisões, Kaczynski foi encontrado já inconsciente na sua cela em Butner, na Carolina do Norte. A causa de morte, entretanto, ainda não é conhecida

Formado em matemática em Harvard, o Unabomber ficou conhecido por enviar 16 bombas escondidas em pacotes postais, deixando três mortos e 23 feridos entre 1978 e 1995. Ele declarou que o objetivo dos ataques era causar o colapso da ordem social moderna. Kaczynski foi preso em 1996 e condenado à prisão perpétua em 1998.

O criminoso trabalhou como professor na Universidade de Berkeley até o início dos anos 1970, quando se isolou em uma cabana construída por ele, em Montana. O local não tinha água encanada ou eletricidade, e ele se alimentava somente de coelhos capturados na região.

Seu primeiro ataque foi em 1978. Na ocasião, Kaczynski enviou uma bomba em um pacote postal para um professor de engenharia da Northwestern University, em Chicago. O material explodiu antes de chegar ao remetente, e apenas feriu levemente um policial.

Ele continuou a enviar as bombas até 1987, quando parou e retomou somente em 1993. Durante as quase duas décadas em que fez os ataques, o Unabomber foi procurado pela polícia norte-americana, no que é considerada uma das mais longas buscas por um criminoso no país.

Em 1994, Kaczynski enviou um manifesto para veículos de imprensa americanos, intitulado “Industrial Society and Its Future” (Sociedade Industrial e Seu Futuro, em português). No documento, o criminoso fez duras críticas à sociedade moderna e à destruição do meio ambiente. O texto foi publicado pelos jornais The New York Times e The Washington Post após orientação do Departamento de Justiça.

A polícia americana só conseguiu prendê-lo após delação de seu irmão, em 1996, em uma operação que envolveu dezenas de policiais.