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A Justiça e as indicações no Estado

03/05/2017 20h08
A Justiça e as indicações no Estado

Após dois anos de Governo Renan Filho, aliados do Palácio começam a questionar se foi válida a tentativa de relação entre poderes através de indicações cruzadas.  Por exemplo, Melina Freitas (PMDB) foi pra secretaria da Cultura quando o pai, o desembargador Washington Luís era presidente do Tribunal de Justiça (TJ).

Cristian Teixeira compôs a equipe de transição, assumiu a secretaria de Planejamento no início da gestão e agora está como secretário de Saúde, por indicação do tio, o ministro do STJ, Humberto Martins.

O fato é que Washington foi afastado da presidência do TJ e é investigado no Conselho Nacional de Justiça. E recentemente o ministro alagoano, Humberto Martins, teve seu nome ligado a operação Lava Jato, onde nos próximos dias deve ser delatado por empreiteiras.

Os Calheiros no momento atual da política estão querendo ficar cada vez mais longe da turma de Curitiba, especificamente das acusações do juiz Sérgio Moro.

Qual será a decisão política que influenciará a reeleição do governador e do senador?

Manter aliados e fazer de conta que nada está acontecendo ou substituir aliados por decisão 'técnica'?

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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