Politicando
A lealdade de Quintella a Temer pode atrapalhar o alagoano na eleição do ano que vem
Há pouco mais de um ano, o então deputado federal Maurício Quintella Lessa (PR) era nomeado ministro dos Transportes pelo presidente Michel Temer (PMDB). Sendo considerado um dos queridinhos do mandatário do país.
Um dos fatores que mostrou a lealdade de Quintella a Temer foi quando ele anunciou que deixava a liderança do PR por sua posição favorável ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) - sendo que a Executiva do partido era contrária.
Apesar de ter feito parte da comissão especial do impeachment na Câmara, Quintella Lessa não votou, sendo substituído pelo suplente.
Agora o deputado demonstra novamente de que está do lado de Temer e que não vai “pular do barco”. Junto com os ministros António Imbassahy, da Secretaria de Governo e Mendonça Filho, da Educação serão os três interlocutores do presidente com o Congresso Nacional. O que faz Quintella crescer no conceito de Temer, por mostrar mais uma vez lealdade.
Informações de Brasília dão a entender que se a turbulência a qual Temer vem enfrentando passar, o ministro dos Transportes se tornará um dos grandes nomes do Palácio.
Vale lembrar que Quintella, ao lado do outro ministro alagoano, Marx Beltrão, foi um dos maiores conselheiros do presidente para que ele não renunciasse.
O que ninguém sabe de fato é que se toda essa lealdade pode ajudar Mauricío Quintella a se manter em Brasília no ano que vem. Ele é um pretenso candidato ao Senado, mas com toda essa impopularidade de Temer, paralelo a lealdade do ministro alagoano pode acarretar em uma rejeição e possível derrota no pleito que se aproxima. O ponto positivo é que mostra que ele é leal e não abandona o barco, o ponto negativo é que Temer não é bem visto pela população.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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