Politicando
O jogo de Alfredo Gaspar para ser desembargador
No final do ano, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, que é atualmente é o Procurador Geral Justiça e foi secretário de Segurança do estado entre 2015 e 2016, gravou um vídeo com assinatura pessoal, sem fazer menção ao órgão que representa - Ministério Público do Estado - desejando um Feliz 2018 para todos os alagoanos.
Nas palavras, disse que iria seguir lutando por justiça e contra a impunidade. O texto foi considerado uma jogada de marketing para uma eventual candidatura ao Governo ou ao Senado. Mas segundo um assessor ligado ao governador Renan Filho, o que Alfredo enxerga é outra coisa.
Ele teria que pedir exoneração do concurso de Promotor de Justiça, que fez em 1996 quando foi admitido como servidor público do estado. Alfredo tem o prazo de três meses antes da eleição. Portanto 7 de julho para pedir exoneração.
O que Alfredo quer na visão de aliados do governador Renan Filho, é a cadeira de desembargador do Tribunal de Justiça que está sub judice pela Corregedoria Nacional de Justiça na vaga de Washington Luís Damasceno de Freitas. Como a perspectiva é que a solução se dará ainda este ano, Alfredo faria nessa jogada a pressão política necessária compondo com a vaga de desembargador nomeado pelo governador Renan Filho, deixando de ser uma eventual dor de cabeça para os Calheiros pai e filho.
Vale dizer que qualquer cenário de pesquisas eleitorais já feitas Alfredo Gaspar se mostra bem forte.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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