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Candidatura de Collor ao governo divide PSDB em Alagoas

08/08/2018 15h03
Candidatura de Collor ao governo divide PSDB em Alagoas

O senador Fernando Collor de Mello (PTC), candidato a governador pela oposição, acabou dividindo o PSDB em Alagoas. Ele teve o nome referendado após uma articulação feita pelo PP, do deputado federal Arthur Lira e o senador Benedito de Lira, mas não tem unanimidade no ninho tucano.

O candidato ao Senado pelo PSDB, Rodrigo Cunha, não vota em Collor. Da mesma forma estão o ex-governador Teotonio Vilela Filho e a vereadora Tereza Nelma, que tentará uma vaga na Câmara Federal. Eles tornaram público que não irão apoiar a candidatura de Fernando Collor.

Dentro do PSDB quem está apoiando apenas a candidatura do então senador é o prefeito de Maceió e presidente do partido em Alagoas, Rui Palmeira, além do vice na chapa de Collor, vereador Kelmann Vieira.

Com essa divisão dentro do partido, não se sabe se essa candidatura realmente irá vingar.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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