Politicando
Vaga no TCE pode impor novo embate entre Marcelo Victor e Renan Filho
Último enfrentamento entre o governador e o deputado foi na eleição para a Mesa Diretora da ALE
A saída do ex-deputado Cícero Amélio do conselho do Tribunal de Contas Estadual (TCE) pode iniciar um novo embate entre os chefes dos Poderes Legislativo e Executivo de Alagoas, que brigam pela vaga que está aberta na Corte de Contas do Estado.
O presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), deputado Marcelo Victor, e o governador de Alagoas, Renan Filho, se enfrentaram pela última vez nas eleições para a Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos, em 2019. Victor saiu vitorioso, praticamente, por unanimidade dos votos.
À interlocutores, Marcelo Victor já deixou claro que não irá abrir mão da cadeira deixada por Amélio no TCE. Segundo ele, a indicação pertence ao Poder Legislativo. O presidente da ALE disse, inclusive, a alguns deputados que já encaminhou ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife, documento que comprova o seu entendimento.
Nos corredores do Palácio República dos Palmares, assessores comentam que Renan Filho irá para a disputa na Justiça. Mas, certamente, o embate irá também para o campo político, onde ambos saberão quem são realmente seus aliados.
NOMES COTADOS
O deputado estadual Olavo Calheiros (MDB) é um dos interessados na vaga do TCE. Após cinco mandatos na Câmara Federal e dois na ALE, o tio do governador não teria mais disposição para a vida política e pleiteia o confortável e vitalício espaço na Corte de Contas.
Já o secretário Chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias, foi apontado como o nome que seria capaz de agradar a Renan Filho e Marcelo Victor, evitando assim o desgaste de um confronto político.
A verdade é que, tanto o governador quanto o presidente da ALE, são políticos de temperamento forte e que o desfecho dessa situação só será revelado pela imprensa em duas situações. A primeira, em torno do consenso na indicação de um nome. O segundo, um racha político que poderá mudar o rumo das eleições deste ano e de 2022.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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