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Renan Filho e Arthur Lira aprovam acordo pela presidência da AMA

Rodízio entre Hugo Wanderley e Sérgio Lira foi consenso para evitar novo embate político no Estado

06/01/2021 07h07 - Atualizado em 06/01/2021 07h07
Renan Filho e Arthur Lira aprovam acordo pela presidência da AMA

Representantes das duas maiores forças políticas de Alagoas, o governador do Estado Renan Filho (MDB) e o deputado federal Arthur Lira (Progressistas) optaram por um acordo para evitar um novo embate entre ambos em torno da eleição para a presidência da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA).

Adversários, Filho e Lira defendem que haja um rodízio na presidência da instituição que representa os prefeitos de Alagoas. O acordo será semelhante ao feito na gestão anterior com o prefeito de Cacimbinhas, Hugo Wanderley (MDB) e Pauline Pereira (Progressistas), presidente e vice-presidente, respectivamente.

Nesta eleição, a proposta permanece a mesma: onde o presidente eleito fica no comando por um período e, em seguida, renuncia para que o vice-presidente assuma. O acordo prevê, inclusive, um novo item: a antecipação da eleição para o biênio 2023/2024.

A eleição está prevista para a próxima segunda-feira (11), e a chapa que está sendo costurada é com Hugo Wanderley – representando a família Calheiros - e o prefeito de Maragogi, Fernando Sérgio Lira – representando o grupo de Arthur Lira.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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