Politicando
Arthur Lira garante autonomia enquanto presidente da Câmara, após pressão de Bolsonaro
deputado alagoano concedeu coletiva e fez questão de falar sobre sua independência
O deputado federal Arthur Lira (PP) rebateu na imprensa as declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante evento em Sergipe nesta quinta-feira (28) de que ele teria influência na Câmara, caso o alagoano fosse eleito.
Mais uma vez, as declarações de Bolsonaro quase prejudicaram um aliado. O deputado alagoano concedeu coletiva e fez questão de falar sobre sua independência.
“Eu não ouvi ninguém dizer que vai influir na presidência da Câmara. Influir na presidência da Câmara é diferente do que ele pode ter dito. Porque na presidência da Câmara ninguém influi”. E completou: “Eu não vou procurar briga ou insuflar qualquer tipo de discussão que não sejam as propostas deste período de eleição”.
O candidato disse também que ainda trabalha para conseguir votos. “Só resta a mim fazer campanha. Mostrar que a gente pode fazer uma gestão diferente e acabar com o excesso de individualismo”.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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