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Eleição indireta é discutida pela primeira vez na Assembleia Legislativa

Assunto correu nos corredores da Casa de Tavares Bastos após posse da nova Mesa Diretora

02/02/2021 07h07
Eleição indireta é discutida pela primeira vez na Assembleia Legislativa

Os discursos do governador Renan Filho (MDB) e do presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), Marcelo Victor (Solidariedade), na reabertura das atividades legislativas nesta segunda-feira (1º), demonstraram que a harmonia entre Executivo e Legislativo será mantida, pelo menos por enquanto.

A movimentação na Casa de Leis foi grande, não apenas pela presença do governador e da eleição da Mesa Diretora, mas também pelo principal assunto discutido – extraoficialmente - nos corredores da Casa de Tavares Bastos.

A eleição indireta para o cargo de vice-governador foi o assunto que tomou o dia das autoridades políticas presentes no evento. O tema discutido “ao pé do ouvido” era o mesmo: qual o nome que Renan Filho irá indicar para substituir Luciano Barbosa (MDB), que deixou o cargo para ser prefeito de Arapiraca.

O que chamou atenção, porém, foi o discurso do secretário Chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias. Ele tem sido visto constantemente em eventos públicos ao lado do governador. Na ALE, Farias chegou até a discursar.

Nos bastidores, Fábio Farias tem sido o principal nome para ocupar a cadeira de vice-governador de Alagoas, através da realização de eleição indireta, onde somente os deputados estaduais terão a prerrogativa do voto.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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