Politicando
Procuram-se candidatos para o governo de Alagoas
Principais forças políticas do estado ainda não têm nomes definidos para as eleições
Após desistir de disputar o governo de Alagoas para permanecer na condição de presidente da Câmara Federal, o deputado Arthur Lira (Progressistas) já busca alianças para a construção de uma chapa majoritária para 2022.
O senador Fernando Collor (PROS) certamente será o candidato à reeleição pelo grupo de oposição ao atual governador Renan Filho (MDB), embora ainda haja divergências entre os líderes políticos. No entanto, Arthur Lira fez uma sinalização positiva ao aproximar Collor do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido).
Um nome para enfrentar o candidato de Renan Filho na disputa pelo governo tem sido a maior dificuldade do grupo encabeçado por Lira e Collor. O presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), deputado Marcelo Victor (Solidariedade), já teria dado sinais de que não irá arriscar perder o mandato sem garantias que sejam viáveis.
No grupo situacionista, a dificuldade tem sido a mesma para encontrar um nome para a sucessão ao governo. Os secretários Alexandre Ayres (Saúde), Rafael Brito (Turismo), e o prefeito do Pilar Renato Filho já demonstraram disposição para participar do pleito. A escolha, porém, será de Renan Filho.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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