Politicando
Vaga deixada por Cícero Amélio no Tribunal de Contas deve ser usada para atrair aliados políticos
Ainda não definição jurídica se indicação é do governador de Alagoas ou da Assembleia Legislativa
Há sete meses que o Tribunal de Contas de Alagoas (TC/AL) está desfalcado com a aposentadoria do conselheiro Cícero Amélio. Até hoje, ainda não se tem uma definição jurídica sobre a quem compete a indicação para o cargo e uma disputa nos bastidores é travada entre o governador do Estado e a Assembleia Legislativa Estadual (ALE).
O cargo possui uma infinidade de vantagens, que são vitalícias e muito cobiçadas por todos os políticos do Estado. Sem falar que o responsável pela indicação fica com prestígio na Corte de Contas de Alagoas.
Mais importante do que tudo, é que a indicação para o conselho do TC pode atrair importantes aliados políticos, chegando até a ser um fator decisivo nas eleições majoritárias de 2022.
Tanto o governador Renan Filho (MDB), quando o presidente da ALE, deputado Marcelo Victor (Solidariedade), estão de olho no cargo. Ambos pensando em viabilizar suas eleições: Filho quer ser senador e Victor pretende continuar com seu mandato no parlamento estadual.
A solução, porém, pode ser negociada de forma simples: o Renan Filho fica com a indicação de um governador-tampão (pois precisará se afastar para a disputa pelo Senado e não pode entregar o governo a qualquer um), e a ALE (leia-se Marcelo Victor) ficaria responsável para escolher o nome que irá para o Tribunal de Contas.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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