Politicando
Apoiadores e críticos de Bolsonaro voltam a discutir no Plenário da Assembleia Legislativa
Discussão foi após fala do deputado estadual Davi Maia, que defendeu a aprovação da PEC Emergencial
A sessão ordinária desta terça-feira (02) na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) foi marcada por mais um debate entre apoiadores e críticos do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). A discussão foi após uma fala do deputado estadual Davi Maia (DEM), que defendeu a aprovação da PEC Emergencial por acreditar no fortalecimento do Poder Legislativo.
“Não adianta passarmos um ano inteiro analisando PPA (Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), LOA (Lei Orçamentária Anual), todas as peças orçamentárias, quando elas passam a ser peças de ficção, que não são respeitadas por governo nenhum”, disse Maia ao sugerir que o orçamento fosse enviado ao Parlamento em branco, assim como acontece na Alemanha – segundo ele.
Em aparte, o deputado estadual Ronaldo Medeiros (MDB) se posicionou de forma contrária à opinião de Maia e disse que a aprovação da matéria irá prejudicar recursos da Educação e Saúde, dando um fim aos percentuais gastos mínimos com essas áreas. “Temos um orçamento determinado para a Saúde e para a Educação, que ainda não é suficiente, conforme relatam prefeitos e governadores. A saúde, principalmente, que vem avançando em tecnologia, os recursos não cabem nas contas dos municípios e dos estados. Mexer nesses percentuais, tirar recursos da Educação e da Saúde, é mexer em áreas que necessitam de mais investimentos”, observou.
Os deputados Jó Pereira (MDB) e Antônio Albuquerque (PTB) também entraram na discussão. Pereira foi contra a fala de Maia sob a justificativa de que é preciso garantir prioridades para o orçamento. Já Albuquerque, se diz a favor do colega por entender que “O Parlamento é heterogêneo na sua formação, e como tal são todos os colegiados. O Parlamento representa de forma legítima todos os sentimentos da sociedade. Nada que acontece na democracia deixa de passar pelo Legislativo”.
Esse não é o primeiro debate entre apoiadores e críticos de Bolsonaro. Recentemente, o deputado estadual Cabo Bebeto (PTC) chegou a desafiar e apostar o próprio salário com o colega Ronaldo Medeiros, que destacou que “uma das principais especialidades do presidente é matar”.
A intensificação na discussão está causando preocupação para outros integrantes da Casa de Tavares Bastos, que temem que o debate saia do controle e acabe extrapolando os limites da boa convivência no parlamento.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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