Politicando
Kelmann Vieria e Eduardo Canuto serão os principais cabos eleitorais de Rui Palmeira para 2022
Vereadores poderão lançar candidatura em 2022 para “facilitar” eleição de ex-prefeito
Aliados desde o primeiro mandato de Rui Palmeira (sem partido) na Prefeitura de Maceió, os vereadores Kelmann Vieira e Eduardo Canuto – ambos do Podemos - estão mantendo a fidelidade ao ex-gestor e atuarão para que ele possa viabilizar uma candidatura com chances de vitória para as eleições de 2022.
Sem saber, pelo menos por enquanto, qual cargo irá disputar, Rui Palmeira já não esconde mais o desejo de disputar um cargo majoritário. “É uma decisão de grupo. Mas meu nome está a disposição”, disse o ex-prefeito recentemente através das redes sociais.
Embora esteja fragilizado politicamente – segundo ele pelo alto índice de “traição -, Rui Palmeira terá mais facilidade para viabilizar candidatura à Câmara Federal, já que para disputar o governo há necessidade de um forte grupo político, quesito que ele ainda não conquistou. E, se tinha, perdeu ao deixar a Prefeitura de Maceió.
Kelman Vieira e Eduardo Canuto poderão até se lançarem candidatos para “ajudar” Rui Palmeira no coeficiente eleitoral, na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. No entanto, só os dois não poderão dar um alicerce sólido para garantir uma vaga para o ex-prefeito em Brasília.
Antes de tudo, se realmente for participar do pleito de 2022, Rui Palmeira precisa de um partido. Já que depois que perdeu o comando do PSDB para o senador Rodrigo Cunha, o ex-prefeito não se filiou a nenhuma sigla. O Podemos, presidido pelo “homem de confiança” de Palmeira, Tácio Melo, deve ser o escolhido.
Por fim, mas não menos importante, é saber qual grupo político irá receber Palmeira e companhia para as eleições de 2022. Será esse o momento de a família Calheiros mostrar se guarda mágoas de um passado nem tão distante. O desfecho dessa situação só saberemos em meados do ano que vem.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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