Politicando
Collor vira “conselheiro” de Bolsonaro em busca de espaço no Governo
Ex-presidente se transformou no principal defensor de Bolsonaro nas redes sociais e espera retribuição com espaços no governo Federal
Já faz algum tempo que o senador Fernando Collor (PROS) vem tentando uma aproximação com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). A grande mídia chegou a especular que o ex-presidente assumiria um cargo importante no Governo Federal para tentar melhorar as relações exteriores e ambientais – que estão desgastadas desde o início da gestão.
As conversas não evoluíram e o senador alagoano ficou atuando apenas nos bastidores. Nos corredores do Congresso Nacional, o ex-presidente tem recebido de seus pares a alcunha de “menino de recado de Bolsonaro”.
Em entrevista ao jornalista da rede Globo, Pedro Bial, Collor confirmou que está à disposição de Bolsonaro. "Eu sou um ex-presidente, e o único que tem assento no Congresso Nacional. Pesam nos meus ombros a responsabilidade de colaborar e a forma que eu tenho de contribuir é com a minha experiência. (...) No momento em que eu sinto que posso dar alguma contribuição, alguma colaboração, eu sendo chamado, estou inteiramente à disposição”, declarou.
Para quem não lembra, o então deputado federal Jair Bolsonaro votou a favor do impeachment de Collor, no início dos anos 90. No ano passado, o senador alagoano foi chamado de “grande mentiroso”, entre outros adjetivos, pelo presidente.
Mas Collor passou a ser o principal defensor de Bolsonaro, principalmente nas redes sociais, se indispondo, inclusive, com muitas personalidades políticas e admiradas pela sociedade. Resta saber se o ex-presidente continuará tentando ganhar os afagos de Bolsonaro – sendo chamado de “menino de recado”, ou se irá se dedicar à sua campanha de reeleição ao Senado – que está em risco com a possível candidatura do governador Renan Filho (MDB).
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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