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Da internet para a vida real: Collor inicia campanha para 2022 com medo de Renan Filho

Possível candidatura do governador coloca reeleição de Collor em risco e faz ex-presidente voltar à Alagoas

30/03/2021 16h04
Da internet para a vida real: Collor inicia campanha para 2022 com medo de Renan Filho

Já faz alguns anos que o senador alagoano Fernando Collor (PROS) só era visto através das redes sociais, respondendo às caixinhas de perguntas do Instagram. Após negar interesse em ser ministro do Governo Bolsonaro, o ex-presidente desembarca em Alagoas e inicia intensa agenda política. 

Da internet para a vida real, o único objetivo de Collor é garantir a reeleição, em 2022. Para isso, ele precisa estar mais presente no Estado. Recentemente, ele cumpriu agenda com o prefeito de Maceió, JHC (PSB).

Já no final de semana, o ex-presidente visitou o litoral Norte e esteve com diversos prefeitos - com direito até a passeio de barco e, claro, muitos vídeos para as redes sociais.

A chegada prematura de Collor para iniciar sua pré-campanha é um sinal de que o ex-presidente teme perder o cargo no Senado Federal.

O interesse do governador Renan Filho (MDB) em disputar a vaga no Senado coloca em risco o projeto de reeleição de Collor.

De um lado, Collor tem carisma e apenas promessas à oferecer. Do outro, Renan Filho tem a estrutura do Governo, e já anunciou ter um cofre cifras que ultrapassam a casa dos bilhões para investir em todos os municípios de Alagoas com projetos voltados a melhoria da qualidade de vida da população - principalmente em meio à pandemia.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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