Politicando
Acordo entre Calheiros e Lira pode deixar Collor sem mandato
Ex-presidente voltou à Alagoas para antecipar campanha visando reeleição
A ida do senador Fernando Collor (Pros) à Assembleia Legislativa Estadual (ALE), durante sessão ordinária nessa terça-feira (30), foi uma tentativa de aproximação ao presidente da Casa, deputado Marcelo Victor (Solidariedade). Isso porque a possibilidade de um acordo entre as famílias Calheiros e Lira para as eleições de 2022 é muito provável.
Marcelo Victor é, atualmente, muito próximo do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira. O deputado estadual estaria sendo um dos responsáveis para a construção de uma composição com das duas maiores forças políticas de Alagoas.
Caso o acordo seja firmado entre as famílias Calheiros e Lira, o maior prejudicado seria Fernando Collor, que tentará a reeleição ao Senado. O ex-presidente tenta afastar Marcelo Victor para que a união não seja efetivada.
Embora tenha como garantido o mandato na ALE ou na Câmara Federal, Marcelo Victor tem o sonho de ser governador de Alagoas. E isso só será possível com Calheiros e Lira no mesmo palanque.
O esquema seria o seguinte: Renan Filho se afasta do cargo em abril e Marcelo Victor seria o governador-tampão, mas com direito a reeleição com o apoio dos Calheiros. Em troca, Victor convenceria Arthur Lira a apoiar Renan Filho para Senador. Lira continuaria como deputado federal e com grandes chances de permanecer na presidência da Câmara Federal.
Resumo da ópera: todos saem ganhando, menos Fernando Collor, que perderia o mandato de senador. A família Calheiros ficaria, inclusive, com a vaga deixada por Cícero Amélio no Tribunal de Contas Estadual (TCE).
A indicação para o TCE seria do deputado estadual Olavo Calheiros (MDB), que teria a grande possibilidade de ser o próximo presidente da Corte de Contas de Alagoas.
Embora as possibilidades apresentadas sejam as mais viáveis para todos os grupos políticos - menos para Collor, ressalte-se -, é importante destacar que tudo é apenas especulação.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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