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Arthur Lira será peça chave para nomeação do novo Ministro do STF

Alagoano Humberto Martins tem a preferência do líder do Centrão

26/04/2021 18h06
Arthur Lira será peça chave para nomeação do novo Ministro do STF

O presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas), terá papel decisivo para a escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello, no dia 05 de julho. O alagoano Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tem a preferência do deputado federal.

Acontece que Lira é o líder do Centrão, que atualmente comanda o Senado e a Câmara Federal. Com a articulação política do deputado federal, o caminho de Humberto Martins ao STF pode ser facilitado.

Isso por que o indicado do Planalto, o advogado-geral da União, André Mendonça, não tem boa relação com o Congresso Nacional, e teve a imagem desgastada dentro do STF devido à abertura de inquéritos para investigar críticos do presidente e pela insistência na realização de missas e cultos durante a pandemia de Covid-19.

Além do apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), André Mendonça é visto com bons olhos pela base mais fiel ao Planalto no Congresso. Recentemente, pastores evangélicos ligados à Bolsonaro iniciaram campanha em defesa do nome do advogado-geral da União.

Para analistas políticos, Humberto Martins fica fortalecido pelo fato de Bolsonaro estar cada vez mais refém do Centrão. O procurador-geral da República, Augusto Aras, é a segunda opção do grupo político que lidera o comando da Câmara e do Senado.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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