Politicando
Március Beltrão pode ser expulso do PDT por se tornar secretário de Renan Filho
Legenda que faz oposição ao governo de AL já suspendeu ex-prefeito, que é filiado há mais de 20 anos
O ex-prefeito de Penedo, Marcius Beltrão, está tendo problemas internos no PDT, após ter assumido uma cadeira no primeiro escalão de Renan Filho (MDB). Ele já foi suspenso e pode ser até expulso do partido, que faz oposição ao Governo.
Novo titular da secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Beltrão pode sofrer retaliação por não ter informado sua decisão em assumir o cargo sem comunicar aos dirigentes do PDT.
Pessoas ligadas à Marcius dizem que ele informou ao PDT que seria nomeado secretário de Estado. “Ele é filiado há mais de 20 anos no partido e sempre esteve na minha de frente de todas as campanhas do Ronaldo”, disse uma fonte que preferiu ter o nome preservado.
Segundo informações de bastidores, o presidente da legenda em Alagoas, Ronaldo Lessa, está sendo pressionado para expulsar Marcius Beltrão do partido.
Isso por que o PDT faz parte do grupo político liderado pelo prefeito de Maceió, JHC (PSB), adversário político da família Calheiros. Lessa é vice-prefeito da Capital e possui indicações importantes na Prefeitura.
“Dono” de cinco prefeituras no litoral Sul do estado, Marcius Beltrão já recebeu convite para se filiar ao MDB, com duas propostas para 2022: ser o candidato ao governo ou a Câmara Federal.
Publicamente, ninguém fala sobre o assunto. Nos bastidores, a movimentação é intensa.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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