Politicando
Collor perde o PROS para advogado alagoano e será forçado a trocar de partido
Adeilson Bezerra deixa o PRTB e assume o desafio de eleger ao menos um deputado federal pelo PROS
A família Calheiros deu mais uma forte investida contra o senador Fernando Collor, que terá de deixar o PROS e se filiar a uma nova legenda. O advogado Adeilson Bezerra, que tem fortes ligações com o senador Renan Calheiros (MDB), é o novo comandante do partido em Alagoas.
Bezerra era o presidente do PRTB, e é conhecido nacionalmente por formar chapas proporcionais capazes de apresentar bons resultados nas disputas eleitorais. Agora, ele tem o dever de fazer o mesmo trabalho no PROS, a convite do presidente nacional, Eurípedes Júnior.
Atualmente, o partido possui, além de Collor, o deputado estadual Bruno Toledo, que também deverá procurar outra legenda, pois faz parte do grupo oposicionista ao governo Renan Filho (MDB) na Assembleia Legislativa Estadual (ALE).
Com a chegada de Adeilson Bezerra, o ex-presidente deverá correr para os braços do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, e se filiar ao Progressistas sob as bênçãos do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) – que também avalia ingressar no partido.
Garantindo o fortalecimento do seu novo partido, Bezerra deverá levar nomes como André Monteiro, Breno Albuquerque, Ferreira Hora, Flávia Cavalcante, Jairzinho Lira, Marcos Madeira, Val Amélio, Emanuel Fortes e Pastor João Luiz.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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