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Desgaste político tira delegado Fábio Costa de disputa majoritária de 2022

Vereador almejava disputar uma vaga no Senado, mas após polêmicas tentará a Câmara Federal

06/07/2021 18h06
Desgaste político tira delegado Fábio Costa de disputa majoritária de 2022

Após declarar apoio ao presidente Bolsonaro (sem partido) e tentar censurar a colega de parlamento Teca Nelma (PSDB), o vereador delegado Fábio Costa (PSB) ganhou uma surpreendente rejeição. O termômetro são os comentários feitos através das redes sociais.

A imagem do parlamentar-mirim foi destaque na mídia nacional, mas de forma negativa. Fábio Costa chegou a ser uma possibilidade para assumir candidatura ao Senado pelo grupo liderado pelo prefeito JHC (PSB) e pelo senador Rodrigo Cunha (PSDB).

Com toda a repercussão negativa, o grupo político já descartou a possibilidade de o neopolítico entrar na disputa majoritária, e já avaliam se desprender da imagem do vereador para evitar desgaste político coletivo.

Ainda empolgado na vida política, o vereador delegado deverá disputar uma vaga na Câmara Federal. Embora permaneça aliado de JHC e Cunha, Fábio Costa já procura uma nova legenda para se filiar.

Isso por que movimentos do seu partido, o PSB, pediram à Executiva Nacional a expulsão e cassação do mandato de Fábio Costa por “infidelidade partidária” e não seguir o que determina o regimento interno da legenda.

Integrantes do partido, que é de esquerda, disseram não concordar com a permanência de um “bolsonarista infiltrado”.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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