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Marcelo Victor quer emplacar “governador-tampão” para garantir apoio à sua candidatura ao Governo

Nome será escolhido em eleição indireta entre os deputados estaduais, onde Victor tem maioria

07/07/2021 18h06
Marcelo Victor quer emplacar “governador-tampão” para garantir apoio à sua candidatura ao Governo

Já é dado como certo que a indicação do “governador-tampão” de Alagoas caberá ao presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), deputado Marcelo Victor (Solidariedade).

Nos bastidores, a informação é de que ele cansou de esperar por um contraproposta do governador Renan Filho (MDB), e já se articula para indicar um nome que sairá da própria ALE.

Dentro do parlamento, ninguém tem mais forças que Victor, nem mesmo o governador. O presidente da ALE tem votos suficientes para emplacar o nome que quiser como “governador-tampão”.

A estratégia é simples: Marcelo Victor indica o “governador-tampão” com o intuito de fortalecer sua candidatura ao comando do Executivo estadual. Ele ficaria com o apoio dos deputados estaduais, do governador em exercício, e do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas).

No meio do caminho há, porém, um detalhe. Para que essa estratégia seja concretizada, Renan Filho precisa se desincompatibilizar do cargo para disputar a única vaga disponível no Senado Federal.

De um jeito ou de outro, Marcelo Victor fica bem posicionado nesse xadrez político, e estará preparado para qualquer movimentação até as convenções partidárias, em 2022.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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