Politicando
Marcelo Victor quer emplacar “governador-tampão” para garantir apoio à sua candidatura ao Governo
Nome será escolhido em eleição indireta entre os deputados estaduais, onde Victor tem maioria
Já é dado como certo que a indicação do “governador-tampão” de Alagoas caberá ao presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), deputado Marcelo Victor (Solidariedade).
Nos bastidores, a informação é de que ele cansou de esperar por um contraproposta do governador Renan Filho (MDB), e já se articula para indicar um nome que sairá da própria ALE.
Dentro do parlamento, ninguém tem mais forças que Victor, nem mesmo o governador. O presidente da ALE tem votos suficientes para emplacar o nome que quiser como “governador-tampão”.
A estratégia é simples: Marcelo Victor indica o “governador-tampão” com o intuito de fortalecer sua candidatura ao comando do Executivo estadual. Ele ficaria com o apoio dos deputados estaduais, do governador em exercício, e do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas).
No meio do caminho há, porém, um detalhe. Para que essa estratégia seja concretizada, Renan Filho precisa se desincompatibilizar do cargo para disputar a única vaga disponível no Senado Federal.
De um jeito ou de outro, Marcelo Victor fica bem posicionado nesse xadrez político, e estará preparado para qualquer movimentação até as convenções partidárias, em 2022.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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