Politicando
Antônio Albuquerque pressiona nos bastidores para ser o governador-tampão e candidato à reeleição
Sendo escolhido em eleição indireta, deputado estadual se fortaleceria para disputar Governo
Com a decisão do governador Renan Filho (MDB) em disputar o Senado, as movimentações nos bastidores para a escolha do “governador-tampão” foram aceleradas.
O deputado estadual Antônio Albuquerque (PTB) já teria mandado o recado de que não abre mão da vaga pela trajetória política que construiu com sete mandatos na Assembleia Legislativa Estadual (ALE).
Já não era segredo a intenção de Albuquerque em ser candidato a governador. Mas para entrar na disputa, ele precisa de um grupo político com musculatura para o pleito.
O caminho mais fácil seria ele sendo escolhido através de eleição indireta na ALE como “governador-tampão”. Com seis meses na cadeira de governador, Antônio Albuquerque conseguiria o apoio desejado para disputar a reeleição.
No entanto, há um problema no meio do caminho. O histórico de um passado violento pesa contra Albuquerque nesse momento e dificulta a chegada de novos aliados.
O também deputado Paulo Dantas tem se fortalecido nos bastidores por ter um nome mais “leve” e a total confiança do presidente da Casa de Tavares Bastos, Marcelo Victor.
Caso não consiga assumir como governador-tampão, Antônio Albuquerque deverá pendurar as chuteiras e colocar o filho mais novo, Arthur, para ocupar sua cadeira na ALE. O outro filho, Nivaldo, tentará se reeleger para a Câmara Federal.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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