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Diretório do PDT de Maceió é dissolvido em possível retaliação à Judson Cabral

Ex-deputado ficou insatisfeito por não ter assumido secretaria municipal de Turismo

09/08/2021 17h05 - Atualizado em 09/08/2021 18h06
Diretório do PDT de Maceió é dissolvido em possível retaliação à Judson Cabral

Após não conseguir um cargo de destaque na Prefeitura de Maceió, o ex-deputado estadual e ex-vereador por Maceió, Judson Cabral, se rebelou como presidente do diretório municipal do PDT e busca na Justiça permanecer no comando da legenda. Ele tem discordado sobre como o partido vem sendo conduzido.

Cabral não aceitou o fato de Patrícia Mourão ter vindo do Rio de Janeiro para assumir a secretaria municipal de Turismo de Maceió na cota do partido ao qual ele é o presidente. O ex-parlamentar tinha como certa sua indicação para a pasta.

Judson Cabral estaria reunindo outros insatisfeitos com o objetivo de formar uma frente para “peitar” o comando do ex-governador e vice-prefeito Ronaldo Lessa - principal nome do PDT, desde sempre.

Mostrando o peso da sua palavra, Ronaldo Lessa dissolveu o diretório municipal do PDT para tirar o poder de Cabral como presidente. Repetindo o que aconteceu com o governador Renan Filho e o então vice Luciano Barbosa, ambos do MDB, o caso foi parar na Justiça.

O superintendente da Superintendência Municipal de Iluminação Pública (SIMA), João Folha, foi designado como presidente da comissão provisória do PDT.

Vale destacar que Judson saiu do PT, após anos de filiação, por motivos semelhantes aos que acontecem agora no PDT. Ele deverá ficar isolado e terá de buscar outra legenda para se filiar, caso pretenda disputar novamente um mandato em 2022.

Enquanto isso, Ronaldo Lessa mostra não ter preocupação a respeito do assunto e segue tocando suas atividades como prefeito interino da Capital, e analisando sua possível candidatura ao Senado nas eleições do próximo ano.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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