Politicando
Deputados deixam sessão na ALE de lado e vão em busca de votos pelo Estado
Sessão ordinária desta quinta-feira (12) durou apenas 25 segundos
A sessão ordinária da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) desta quinta-feira (12) durou apenas 25 segundos e acabou virando meme e motivo de críticas nas redes sociais. O vice-presidente da Casa, deputado estadual Galba Novaes (MDB), chegou a abrir a sessão, mas não havia quórum suficiente.
Apenas quatro parlamentares estavam presentes em Plenário e não houve registro da participação de forma remota. “Com a graça de Deus damos início aos trabalhos legislativos. Passamos a palavra ao primeiro secretário para fazer a verificação de quórum. Não havendo número para abrir a sessão nem deliberar, encerramos com a graça de Deus a presente sessão e convocamos outra sessão para a próxima terça-feira em horário regimental. Bom final de semana a todos”, disse Novaes ao abrir e encerrar os trabalhos, em menos de meio minuto.
O motivo da ausência dos parlamentares é clara: a corrida em busca de votos para garantir a reeleição no próximo ano. O gesto não é novidade e acontece rotineiramente às vésperas do período eleitoral. A tendência é que nos dias de quinta-feira não haja quórum.
A terça-feira será o único dia da semana onde os parlamentares deverão comparecer em maior número em Plenário para deliberar sobre as pautas dos dias e fazerem o uso da Tribuna da Casa para externar os assuntos que acham de maior importância para a sociedade.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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