Politicando
Arthur Lira e Marcelo Victor estão indecisos sobre compor com Renan Filho ou JHC
Grupos políticos buscam nomes para a disputa majoritária de 2022
O grupo político liderado pelos presidentes da Câmara Federal e da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), respectivamente, Arthur Lira (Progressistas) e Marcelo Victor (Solidariedade), é o único que tem transitado entre oposição e situação quando o assunto é a disputa majoritária de 2022.
Arthur Lira tem mostrado aproximação com o prefeito de Maceió, JHC (PSB), que faz oposição à gestão do governador Renan Filho (MDB). Já Marcelo Victor tem participado de eventos ao lado do governador, ambos sinalizando que estão abertos para discutir possíveis composições.
Isso mostra que Lira e Victor estão praticamente “em cima do muro” sobre o grupo político que poderão compor para definir a chapa majoritária das eleições do próximo ano e anunciar os nomes dos candidatos a governador e vice e a senador.
Lira e Victor são próximos do senador Fernando Collor (PROS) que confirmou candidatura à reeleição - e também faz oposição à Renan Filho. Já do lado de JHC, o vereador delegado Fábio Costa (PSB) surge como opção na disputa pelo senado.
Se Lira e Victor optarem pelo grupo de JHC ainda terão um problema pela frente: decidir se o candidato ao senado será Collor ou Fábio Costa. Se optarem por compor com Renan filho, a incerteza é sobre o fato de o governador abrir mão de indicar o candidato ao governo e sugerir o nome do vice.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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