Politicando
Davi Filho deverá ser o escolhido da oposição para atacar Renan Filho durante as eleições
Deputado estadual é o “curinga” de Arthur Lira para o pleito deste ano
Uma boa estratégia política vai além de uma candidatura principal. É necessário um coadjuvante para assumir os ataques aos adversários. Principal nome para o Senado Federal, segundo pesquisas de intenção de voto, o governador Renan Filho (MDB) pode enfrentar alguns ataques durante o período eleitoral. Caso confirme candidatura, o deputado estadual Davi Davino Filho (Progressistas) será um deles.
Em recente entrevista à imprensa, o candidato derrotado à prefeitura de Maceió em 2020 revelou que, se o seu grupo político decidir, ele enfrenta o desafio de disputar a única vaga no Senado. “Essa não é uma decisão pessoal. Candidatura majoritária depende do grupo e de outros fatores. Essa decisão de quem será candidato será tomada mais a frente”, pontuou Davi Filho.
O parlamentar, que é considerado o “candidato curinga” do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas), já tem demonstrado que seus discursos deverão ser marcados por ataques contundentes à família Calheiros. “As pessoas me dizem que não cabem dois Renans no Senado. O atual governador não consegue transformar a aprovação do seu governo em intenção de votos. Essa situação deve piorar se ele deixar o cargo. Além disso, existe oarte di eleitorado anti-renan”, avalia.
Embora mostre está alinhado com seu grupo político, o bom desempenho nas urnas na eleição para a prefeitura da Capital colocam Davi Filho como opção viável para a Câmara Federal. Nos bastidores, a informação é de que a mãe do parlamentar, Rose Davino, irá tentar manter a cadeira da família na Assembleia Legislativa Estadual (ALE).
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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