Politicando
Após entrevista de Rui Palmeira, Marx Beltrão pode deixar o PSD
Deputado federal deverá se filiar em partido ligado a família Calheiros
A entrevista do ex-prefeito de Maceió e atual presidente do PSD em Alagoas, Rui Palmeira, ao Programa “Na Mira da Notícia” movimentou o cenário político/eleitor e deixou brechas para a possível saída de membros da legenda para outras siglas.
Quando questionado pelo jornalista Berg Morais se o ex-presidente do PSD, deputado federal Marx Beltrão, permaneceria no partido caso as composições levassem a sigla a fazer oposição aos Calheiros, Palmeira foi enfático ao afirmar que o parlamentar está “a vontade” para decidir sobre seu futuro político.
“Eu disse a ele que gostaria que ele permanecesse no PSD, mas ele tem convites de outras legendas e, obviamente, vai buscar o melhor caminho para ele. Não tem dificuldade. Acho que cada líder político de Alagoas sabe o que é melhor para si. Cada um deles tem que ficar a vontade, e no PSD é da mesma forma”, explicou o ex-prefeito da Capital.
A pergunta foi feita após Rui Palmeira sinalizar que tem preferência para compor com o Progressistas, comandado pelo presidente da Câmara Federal, Arthur Lira.
Lira faz oposição à gestão do governador Renan Filho (MDB), que tem o irmão de Marx, Maykon Beltrão, como secretário estadual de Agricultura. Isso poderia impossibilitar Beltrão de permanecer no PSD.
A reportagem tentou contato com a assessoria do deputado federal Marx Beltrão para saber se o parlamentar pretende sair do PSD e se já tem outro partido em vista, mas até o fechamento da matéria não obteve respostas.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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