Politicando
Tereza Nelma deixa o PSDB alegando nunca ter sido convidada para participar das discussões da legenda
Anúncio foi feito nesta segunda-feira, 21
“Nunca fui chamada para uma reunião do partido em Alagoas. Isso tornou mais difícil exercer meu mandato plenamente”. Foi com essa frase que a deputada federal Tereza Nelma anunciou sua saída do PSDB, nesta segunda-feira (21).
Pré-candidata à reeleição, a parlamentar revelou que ainda não definiu sobre qual será sua nova casa partidária. “Onde eu encontrar respeito ao meu mandato, e apoio à minha luta pelas minorias, por empregos dignos, oportunidades para mulheres e jovens, no combate à exclusão social, ao machismo, ao racismo, aos preconceitos e à violência, aí será o meu lugar”, pontuou.
Tereza Nelma fez questão de destacar que sai do “ninho tucano” sem mágoas. “Estou saindo sem nenhum conflito de consciência. Pra mim o PSDB é uma página virada. Tentei um acordo com sua direção, inclusive com a intermediação de um representante do governador de São Paulo, João Dória, que sempre me tratou com cordialidade, mas foi impossível avançar na democratização do PSDB em Alagoas”, explicou.
Por fim, a deputada federal enfatiza que sua filha, Teca Nelma, foi eleita a vereadora mais votada por Maceió pelo PSDB, no entanto, teme que possa ocorrer algum problema interno por sua decisão em deixar o partido. “Espero que respeitem sua juventude, seu mandato, sua liberdade de expressão e suas propostas por uma sociedade inclusiva para todos e todas”, concluiu.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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