Politicando
Renato Filho assume o Porto de Maceió e deixa Sérgio Toledo a ver navios
Cunhado do Prefeito do Pilar, Diogo Holanda assumirá o cargo
O prefeito do Pilar, Renato Filho (MDB), será o responsável pela indicação do novo administrador do Porto de Maceió. Atualmente, o cargo é ocupado pelo advogado Dagoberto Omena, aliado político do deputado federal Sérgio Toledo (PV).
Toledo deixou o PL de Bolsonaro por “sobrevivência política” e foi para um partido de esquerda. Com isso, está perdendo todos os espaços que possui no Governo Federal, entre eles, o Porto de Maceió.
Sem perder tempo, o presidente da Câmara Federal Arthur Lira (Progressistas) já preencheu o espaço, dando à Renato Filho o poder de indicar o novo diretor da autarquia.
O empresário Diogo Holanda, cunhado de Renato Filho, deverá tomar posse do cargo de diretor do Porto de Maceió na próxima semana, segundo apurou a reportagem com um aliado político do prefeito do Pilar.
O Porto de Maceió possui grande influência junto aos grandes setores da economia alagoana. Através da instituição, é movimentada todo o combustível, produtos sucroalcoleiros, entre outros. Com uma boa gestão, pode atender os interesses de grandes empresários e ter um retorno positivo para os interesses políticos de Renato Filho.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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