Politicando
Marcelo Victor poderá realizar eleição indireta e tentar liminar no STF para legalizar pleito
O objetivo é não permitir que o processo seja refeito e prorrogue posse do “preferido”
Circula nos bastidores da política a informação de que o presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), Marcelo Victor (MDB), vai “peitar” a decisão judicial que anulou a eleição indireta para a escolha do governador-tampão.
O objetivo é não permitir que o processo seja refeito com a publicação de uma nova legislação que regulamente a eleição com novas medidas que não sejam consideradas inconstitucionais.
Seria necessário um prazo de cerca de trinta dias para que a Casa de Leis aprecie e vote a novo texto, publique um edital convocando a eleição, abra prazo para inscrição de candidatos e também período para impugnação de candidaturas.
Segundo informações apuradas, Victor pretende descumprir a decisão judicial, realizar o pleito e ingressar com uma liminar em tutela de urgência para revogar a decisão da juíza Esther Cavalcante Manso no Supremo Tribunal Federal (STF).
A estratégia é fazer com que o candidato de Victor, deputado estadual Paulo Dantas (MDB) assuma o mais rápido possível o Governo com o objetivo de ter vitrine para disputar a reeleição ao Palácio República dos Palmares.
De acordo com o especialista em Direito Eleitoral, Gustavo Ferreira, caso a ALE realize o pleito e descumpra a decisão judicial, “a Justiça pode caracterizar como nulo o processo eleitoral”. Victor pretende, também, ingressar com um mandato de segurança para resguardar a vitória do seu preferido.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Mulher perde casas, acumula R$ 50 mil em dívidas e separa do marido por vício em apostas online
Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e ameaça 'derrotas amargas' aos EUA
Adolescente de 14 anos é apreendido suspeito de participação em homicídio na Ponta da Terra
Federalização de rodovias: obras da BR-424 devem ser concluídas em até três meses, diz Renan Filho
Motociclista fica em estado grave após acidente na Serra do Goiti, em Palmeira dos Índios
