Politicando

Politicando

Politicando

Deputado quer intervenção federal na eleição para governador-tampão

Davi Maia alega “conflito de poderes em Alagoas, caso decisão judicial seja descumprinda

29/04/2022 17h05 - Atualizado em 29/04/2022 21h09
Deputado quer intervenção federal na eleição para governador-tampão

Pré-candidato a governador-tampão, o deputado estadual Davi Maia (União Brasil) usou as redes sociais, nesta sexta-feira (29), para criticar o posicionamento da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) em convocar uma sessão extraordinária para realizar a eleição indireta na próxima segunda-feira (02) após haver decisão judicial anulando o pleito.

Maia disse estar preocupado com os riscos que podem ocorrer caso haja essa “afronta” do presidente do Poder Legislativo, Marcelo Victor (MDB), a uma decisão da 18ª Vara da Fazenda da Capital. Ele sugeriu intervenção federal para barrar qualquer excesso, caso haja descumprimento de decisão imposta pela Justiça. 

“Isso pode ser já, uma intervenção federal por conflito de poderes em Alagoas. Isso baseado no artigo 34 inciso IV e VI da Constituição. Não podemos chegar a esse nível de discussão democrática”, destacou o parlamentar.

O texto da Constituição Federal citado pelo deputado estadual destaca que “a União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial”.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

Arquivos