Politicando
Marcelo Victor acusa Arthur Lira de tentar tumultuar eleição indireta
Presidente da ALE caracteriza como “absurdo” ação movida por partido aliado de Lira
O presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), Marcelo Victor (MDB), se posicionou pela primeira vez a respeito da eleição indireta para governador tampão e vice. O deputado estadual acusa o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas), de tumultuar o pleito que, segundo ele, é garantido pela Constituição.
"Condeno veementemente a ação do partido do presidente da Câmara. Para mim, é incoerente um parlamentar buscar que o Parlamento não se manifeste pelo seu voto. Isso é absurdo", disse Victor ao Uol, nessa segunda-feira (02), após a eleição não ter sido realizada pela ausência de um posicionamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
O presidente da ALE faz referente a uma ação movida pelo PSB, partido comandado pelo prefeito de Maceió, JHC, aliado de Arthur Lira. A manobra judicial conseguiu suspender o pleito e barrar os planos de Marcelo Victor e do ex-governador, Renan Filho (MDB), de alçar o deputado estadual Paulo Dantas (MDB) ao cargo de governador para um mandato tampão. Dantas tem maioria entre os membros do parlamento estadual.
"A oposição usou litigância de má-fé para criar um imbróglio na eleição. O intuito final é buscar o imbróglio, não é resolver nada. Ginástica para poder ganhar tempo", emendou Marcelo Victor. Para ele, a cruzada judicial patrocinada por esse partido (PSB) que não tem candidato registrado e nem assento na Casa é uma clara demonstração de que não se quer eleição. O PP não tem candidato registrado. É extremamente heterodoxo o que estamos vivendo".
Nessa segunda-feira, o ministro Gilmar Mendes estabeleceu um prazo de 48 horas para que a ALE apresente informações sobre o processo eleitoral. Ainda não há expectativa de data para a realização da eleição indireta.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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