Politicando
Rodrigo Cunha diz que vai acompanhar Governo de Paulo Dantas com uma lupa
Senador foi o entrevistado desta segunda-feira (16) na Rede Antena 7
Em entrevista à Rede Antena 7 de Rádios na manhã desta segunda-feira (16), o senador Rodrigo Cunha (União) afirmou que vai acompanhar o Governo de Paulo Dantas (MDB) com uma lupa, já que o novo Chefe do Executivo chegou ao cargo através de uma “manobra” realizada pela Assembleia Legislativa Estadual (ALE).
“O que eu vou fazer - não só eu, como vários outros atores - é estar acompanhando com uma lupa. Porque eu sei o que é a Assembleia Legislativa. Eu passei lá quatro anos. E foi entregue o Governo à Assembleia. Então, quem está ali é o candidato dos deputados, que se sentou na cadeira no período eleitoral para fazer campanha para ele e para grande parte dos deputados. Então é necessário ficar vigilante!”, alertou o senador.
Rodrigo Cunha surpreendeu ao reconhecer que o Estado de Alagoas na gestão de Renan Filho (MDB) avançou e tem avançado, mas que com um Governador indicado pela ALE pode regredir. Ele também garantiu que vai provocar os órgãos de fiscalização para que não haja o uso da máquina pública para fins eleitorais.
“Pode agora dar um salto para trás. Então, a expectativa é exatamente essa: que no período eleitoral aconteça isso. Nós vamos acompanhar de perto, e os órgãos fiscalizadores serão instigados a também estar com a lupa a cada passo que for dado para que a gente não permita retrocessos, não permita usar a máquina do Estado para fazer picuinha política, para colocar a faca o pescoços dos prefeitos para só realizar as atribuições do Estado se aquele prefeito votar no candidato”, assegurou.
ELEIÇÃO INDIRETA SUB JÚDICE
Rodrigo Cunha defendeu a tese de que a eleição indireta que alçou o deputado estadual Paulo Dantas ao cargo de governador está Sub Júdice e que a decisão par a realização do pleito poderá ser revista.
“Ao pedir vistas, o ministro vai devolver [o processo] com seu voto. Então pode ser que seu voto - já que não foi contabilizado o voto da maioria dos ministros - faça com que a decisão seja alterada. Eu torço para que a Justiça avalie todos os pontos, sem dúvida nenhuma”, pontuou.
Por fim, o senador disse que irá aguardar a decisão que a Justiça tomar para que não hajam mais prejuízos institucionais e a população acabe sendo penalizada novamente. “Sinceramente, o momento agora é de olhar para frente. E eu não vou gastar minhas energias esperando a justiça tirar o mandato que recém assumiu o governador tampão. Eu quero que Alagoas avance!”, concluiu.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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