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Bolsonaristas: Arthur Lira rejeita Collor e deixa senador isolado para disputar reeleição

Presidente da Câmara e senador devem se confrontar em breve

19/05/2022 07h07
Bolsonaristas: Arthur Lira rejeita Collor e deixa senador isolado para disputar reeleição

O senador Fernando Collor (PTB) está vivendo o seu inferno astral nessa pré-campanha eleitoral. O ex-presidente da República ficou isolado politicamente para disputar a reeleição por conta de uma articulação feita pelo presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas). Embora ambos sejam apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), o confronto entre eles está cada vez mais próximo de acontecer.

Mesmo com indicações na Prefeitura de Maceió, Collor não foi o escolhido por JHC (PSB) e Rodrigo Cunha (União) para compor a chapa majoritária oposicionista por que Arthur Lira impôs o deputado estadual Davi Davino Filho (Progressistas) para ser o candidato ao Senado Federal do grupo político.

Mas a “humilhação” começou bem antes disso. Após perder o comando do Pros em Alagoas, Collor tentou se filiar ao PL de Bolsonaro, mas Lira entrou em cena novamente e barrou a filiação. O ex-presidente teve de apelar para voltar aos quadros do PTB, mesmo tendo sido expulso do partido.

Por enquanto, a briga entre Collor e Lira é silenciosa. Eles disputam o comando do palanque de Bolsonaro em Alagoas. Por óbvio, o presidente da Câmara Federal deverá sair vitorioso. A partir desse momento, o senador poderá “chutar o balde” e começar a usar sua metralhadora giratória em direção aos que lhe rejeitaram: Arthur Lira, JHC e Rodrigo Cunha.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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