Politicando
Renan vai se licenciar do Senado para cuidar da campanha do filho; Rafael Tenório assume
Senador se afasta do cargo no dia 04 de junho
O senador Renan Calheiros (MDB) confirmou que irá se licenciar do cargo para cuidar da campanha do filho, o ex-governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), ao Senado Federal. A licença terá um prazo de 121 dias e quem assumirá o mandato é o primeiro suplente, o empresário Rafael Tenório (MDB).
A posse de Tenório está marcada para o dia 4 de junho. Esta será a primeira vez, desde que assumiu o mandato, que Renan Calheiros abre espaço para que um dos seus dois suplentes assuma o cargo.
Ex-presidente do CSA e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), Rafael Tenório tem dito a aliados que não vai agir pela emoção, irá “atuar com a consciência e seguirá a ética”. Segundo ele, desde 2018 que Renan Calheiros sabia sobre sua preferência política a respeito da disputa presidencial.
Rafael Tenório foi convidado pelo governador Paulo Dantas (MDB) para ser o titular da secretaria estadual do Desenvolvimento Econômico e Turismo, mas que não aceitou por conta de suas atribuições no setor privado. Ele indicou para o cargo a advogada Caroline Balbino.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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