Politicando
Davi Maia critica fato de deputados receberem salários sem trabalhar e diz acreditar na vitória de Cunha ao Governo
Deputado foi o entrevistado da Rede Antena 7 desta segunda-feira, 23
O deputado estadual Davi Maia (União) foi o entrevistado desta segunda-feira (23) na Rede Antena 7 de Rádios. O parlamentar avaliou seu mandato, criticou o fato integrantes do Legislativo terem recebidos seus salários sem trabalhar durante o período da eleição indireta, e afirmou que o senador Rodrigo Cunha (União) saíra vitorioso na disputa pelo Governo de Alagoas.
Davi Maia condenou o fato de os parlamentares terem esvaziado as sessões plenárias como forma de protesto por conta da indecisão judicial a respeito da eleição indireta. “Os deputados fizeram greve e não deixaram de receber seus salários. Mas não trabalharam. Tiraram férias durante esses quinze dias”, lembrou.
Candidato à reeleição, o deputado estadual acusou o ex-governador Renan Filho (MDB) de ter agido de forma “maliciosa” ao não permitir cadastro de reservas para concursos públicos realizados em sua gestão. “Ele, muito maliciosamente, queria e preferia publicar todo ano um concurso diferente do que colocar o cadastro de reserva. Sendo que, além de gerar mais gastos e despesas para o Estado, ele atrapalhava a vida do serviço público. Atrapalha também quem está estudando”, disparou.
Maia destacou uma Lei de sua autoria que trata sobre a obrigatoriedade de cadastro de reserva para concursos públicos em Alagoas. “Atualmente, nenhum concurso pode ser realizado sem cadastro de reserva, graças a uma lei nossa”. Ele chamou atenção para o fato de a maioria dos funcionários do Estado serem precarizados (comissionados ou contratados) e dependem de indicação política: “é isso que pretendo combater”.
O parlamentar destacou que, apesar de seu nome ter sido ventilado para uma vaga na Câmara ou Senado Federal, irá disputar a reeleição ao cargo de deputado estadual. “Sou o deputado mais econômico da ALE. Economia de mais de R$ 4 milhões. Sou um deputado liberal e eu tinha que dar o exemplo. Fui o único deputado que votou contra a licença prêmio para juízes. Temos ainda muito a contribuir com a ALE. Tudo que eu prometi, eu cumpri em 100% nesse mandato, mas ainda tem muita coisa a ser feita”, afirmou.
Por fim, Davi Maia disse acreditar na vitória do senador Rodrigo Cunha (União) para governador, e também na conquista de cinco cadeiras na Casa de Tavares Bastos pelo seu partido. “Não tenho dúvidas que Rodrigo Cunha será o próximo governador de Alagoas. Aí terei condições de fazer um mandato na situação. Por que passei quatro anos na oposição e já entrei dizendo que não seria base para os Calheiros. Além disso, nosso partido terá uma bancada com cinco parlamentares”, concluiu.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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