Politicando
Coronel e delegado disputam votos de bolsonaristas em AL para a Câmara Federal
Do Valle e Fábio Costa almejam cargo de deputado federal
Embora tenha sua atuação repudiada pelos movimentos sociais ao assumir o Comando do Policiamento da Capital (CPC), o coronel da PM Valter do Valle conseguiu mais destaque para o seu projeto político de conquistar uma vaga na Câmara Federal.
O oficial da PM irá disputar os votos dos admiradores do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), com o delegado da Polícia Civil (PC) e vereador por Maceió, Fábio Costa (Progressistas). Ambos usam as redes sociais para mostrarem à população - em especial aos bolsonaristas - o quanto são “operacionais”.
Do Valle chegou a ser convidado a assinar ficha de filiação no MDB, mas negou pelo fato de o partido apoiar Lula (PT) na disputa presidencial. Ele é totalmente contrário aos movimentos de esquerda, e se considera “conservador e da extrema direita”.
Por ser militar, a legislação eleitoral permite que ele permaneça no exercício de suas funções e se filie em qualquer partido político no prazo de até três meses antes das eleições. No entanto, por ele está num posto de comando, há dúvidas sobre o prazo de desincompatibilização - que é de seis meses antes do pleito.
Embora ainda não haja um entendimento jurídico claro a respeito da candidatura de Do Valle, o fato é que, tanto ele quanto Fábio Costa, irão “brigar” pelos votos dos bolsonaristas em Alagoas. Sobre quem sairá vitorioso, só saberemos em outubro próximo.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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