Politicando
Josias Aprígio pode responder na Justiça por usar Prefeitura para promoção pessoal
Utilização irregular dos meios de comunicação oficiais pode ser caracterizada como improbidade administrativa
O prefeito do município de Minador do Negrão, Josias Aprígio (Progressistas), pode ser responsabilizado judicialmente por está supostamente usando a máquina pública para promoção pessoal, ferindo o que está previsto no artigo 37 da Constituição Federal: o princípio da impessoalidade. A utilização irregular dos meios de comunicação oficiais pode ser caracterizada como improbidade administrativa.
Ao consultar as redes sociais oficiais da Prefeitura, é possível perceber que o material produzido explora a imagem pessoal do gestor, como na divulgação de datas comemorativas. No dia 25 de Maio, Dia do Trabalhador Rural, a publicação institucional com a logomarca da Prefeitura destaca várias fotos de Josias Aprígio.
Além disso, os textos colocam o prefeito como o único responsável por realizações básicas no município. No entanto, segundo a legislação, as realizações não devem ser atribuídas à pessoa física do agente público.
“§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. § 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei”.
Há, ainda, postagens de cidadãos comentando e agradecendo ao prefeito por ações consideradas básicas e fundamentais ao serviço público, como pagamento de salário em dias.
De acordo com o princípio da impessoalidade, todo ato da Administração Pública deve ser impessoal, as publicações devem atender ao objetivo ao qual se destina sem deixar nenhuma espécie de “marca” pessoal, propaganda política ou pessoal.
Outro ponto que vem chamando atenção é que, ao assumir a Prefeitura, Josias Aprígio passou a utilizar recursos públicos para fazer sua promoção pessoal, quando pintou os prédios públicos nas cores do seu partido, de forma a identificar a sua gestão. A sede da prefeitura, por exemplo, tem a cor azul como predominante, coincidindo com as cores usadas durante a campanha eleitoral.
Em diversos municípios do país já houve condenação para gestores que usaram meios de comunicação oficiais da prefeitura para divulgar informações para se autopromover.
A expectativa é que membros da oposição formalizem denúncia no Ministério Público Estadual (MP). A reportagem tentou contato com a assessoria de comunicação da prefeitura, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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