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Davi Davino Filho pode ser o candidato ao Senado dos grupos de Cunha e Collor

Deputado tem a simpatia dos dois grupos políticos e pode ser principal opção contra Renan Filho

20/06/2022 16h04
Davi Davino Filho pode ser o candidato ao Senado dos grupos de Cunha e Collor

LO deputado estadual é pré-candidato ao Senado, Davi Davino Filho (Progressistas), poderá receber o apoio político de dois diferentes grupos políticos. Objetivo é tentar a preferência do ex-governador Renan Filho (MDB).

Davi Filho faz parte do grupo político liderado pelo prefeito de Maceió, JHC (PSB), e pelo senador licenciado e pré-candidato ao Governo, Rodrigo Cunha (União Brasil), e tem como avalista de sua candidatura o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas).

No entanto, o senador e pré-candidato ao Governo, Fernando Collor (PTB), já sinalizou que tem pode abrir mão de lançar uma candidatura ao Senado em sua chapa, desde que haja um entendimento no sentido de “dificultar a iminente vitória de Renan Filho” - que aparece em primeiro lugar disparado em todas as pesquisas.

Em seus discursos, Collor sempre tem enfatizado as capacidades de articulação e liderança de Davi Filho, o colocando como um “político de extrema importância para os alagoanos”.

Ainda não há uma definição se a aliança entre Cunha e Collor na defesa do nome de Davi Filho para o Senado será consolidada. Antes disso, JHC/Cunha/Lira precisam decidir qual será o papel do vice-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), nas eleições.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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