Politicando
Em Maceió, Bolsonaro frustra Collor e não destaca senador como opção para governar Alagoas
Informações são de que Arthur Lira articulou para que presidente silenciasse a respeito da disputa majoritária no Estado
Além da pauta institucional era esperado que a chegada do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), em Alagoas movimentasse o cenário político local, oficializando o senador Fernando Collor (PTB) como o nome bolsonarista para a disputa majoritária no Estado.
Mas isso não aconteceu e Bolsonaro destacou apenas pautas conservadoras da sua gestão e a necessidade de continuá-las. Mesmo puxando coro pró-Bolsonaro, Collor ficou de lado e não teve sua pré-candidatura ao Governo estimulada pelo presidente da República.
A expectativa era que Bolsonaro sinalizasse um nome para compor a chapa majoritária na condição de vice-governador. No entanto, o presidente optou em não se posicionar a respeito do assunto.
Informações de bastidores dão conta que o silêncio de Bolsonaro a respeito da candidatura de Collor é uma articulação feita pelo presidente da Câmara Federal, Arthur Lida (Progressistas), que tem Rodrigo Cunha (União Brasil) como seu pré-candidato ao Governo.
Diferente de Collor, que tem escancarado seu apoio à Bolsonaro, Cunha ainda não se manifestou como irá se posicionar na disputa presidencial.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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