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Ronaldo Lessa sugere candidatura coletiva com Davi Filho para disputar Senado na chapa de Cunha

Vice-prefeito de Maceió diz que problema jurídico foi resolvido, faltando apenas a situação política

30/06/2022 18h06
Ronaldo Lessa sugere candidatura coletiva com Davi Filho para disputar Senado na chapa de Cunha

“O problema jurídico foi resolvido. Agora, temos um problema político a resolver”. A frase é do vice-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), durante entrevista à Rede Antena 7 de Rádio, na manhã desta quinta-feira (30), ao comentar sua pré-candidatura ao Senado Federal. Ele chegou a sugerir uma candidatura coletiva.

Respaldado por um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito de mais de um candidato ao Senado, Lessa revelou que chegou a conversar com o deputado estadual Davi Davino Filho (Progressistas), que também lançou candidatura ao mesmo cargo.

No entanto, não houve evolução para um acordo para a manutenção de uma única candidatura pelo grupo político, que é liderado pelo senador licenciado e pré-candidato ao Governo, Rodrigo Cunha (União Brasil), e pelo prefeito de Maceió, JHC (PSB).

“Esse mês que entra vai ser decisivo para esses entendimentos, por conta do prazo para a realização das convenções partidárias”, pontuou o vice-prefeito da Capital ao sinalizar que continua aberto ao diálogo na busca de uma solução para o “problema político”.

Quando questionado se o senador Rodrigo Cunha já se posicionou a respeito do assunto, Ronaldo Lessa disse que conversou com o parlamentar na semana passada. “Ele ouviu. Para mim ficou claro que ele entende que, se os dois puder ficar [na disputa] é melhor para ele. Se, por exemplo, eu retirar candidatura, existe a possibilidade de não levar o mesmo grupo se eu fosse candidato”, explicou ao sugerir uma candidatura coletiva.

Indagado se sua candidatura é para “marcar território” e mostrar sua força, Ronaldo Lessa disse que não precisa mostrar mais nada. “Eu tenho que preparar o futuro do PDT e de outras pessoas. A geração de 70 tem que fortalecer, crescer, e trazer deputados estaduais e federais que daqui a dez anos possam dar segurança ao partido. Essa é minha obrigação como presidente do partido”, explicou.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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