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Collor diz ser o responsável por montar palanque de Bolsonaro em Alagoas

O candidato ao Governo disse que o presidente da República não tinha apoio no Estado

18/08/2022 12h12
Collor diz ser o responsável por montar palanque de Bolsonaro em Alagoas


Diante da discussão sobre que é o representante do presidente Jair Bolsonaro em Alagoas, o candidato ao Governo Fernando Collor resolveu pôr um fim nesse debate e afirmou que foi o responsável por levantar o palanque do chefe da nação no Estado. “Em geral, nos estados, os palanques dos candidatos a presidente são sempre coordenados pelo candidato ao Governo que apoia o candidato à Presidência. Então, nós instalamos o palanque do nosso presidente Jair Bolsonaro na sua candidatura à reeleição”, disse Collor em entrevista ao radialista Ângelo Farias, no programa Na Mira da Notícia, da rádio 96 FM.

Durante a conversa, Collor rebateu as informações de que teria disparado críticas contra Bolsonaro, no início da gestão do presidente da República, e garante que apenas dava sugestões. “Eu não criticava. Eu apenas dava sugestões, porque eu via que o governo de Bolsonaro não estava construindo uma base parlamentar que lhe desse sustentação política. E isso eu havia vivido (quando presidente da República)”, disse.

O candidato ao governo pelo PTB ressaltou ainda que buscava mostra a importância de o presidente construir uma composição majoritária no Congresso Nacional. Apesar de negar as críticas, reconheceu que desaprovava as duas coletivas de imprensa que concedia diariamente.

Quanto ao apoio ao Bolsonaro, Collor explicou que o presidente é o único candidato que defende a pátria, família, a liberdade e a vida. “Isso é fundamental. Todos nós brasileiros, carregamos dentro de nós estes valores e é preciso apenas despertar esses sentimentos para que eles aflorem ao seu consciente e o seu consciente lhe faça decidir para aquele que defende a vida, que defende a liberdade, que defende a pátria, que defende a família, para se votar em Bolsonaro”, disse.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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