Politicando
Lessa diz que deixou JHC por falta de pulso de Cunha quando presidia o PSDB
Pedetista foi entrevistado na Rede Antena 7, na manhã desta sexta (26)
O candidato a vice-governador Ronaldo Lessa (PDT), disse em entrevista à Rede Antena 7, no programa Antena Manhã, nesta sexta-feira (26), que deixar o prefeito JHC (PSB), para se unir a Paulo Dantas (MDB), não foi decisão fácil, mas classificou como correta. De acordo com Lessa, a mudança de lado se deu porque não foram honrados os compromissos firmados na aliança com PSDB, presidido na época por Rodrigo Cunha, que segundo o pedetista, poderia ter interferido, uma vez que contribuiu para a aliança com JHC.
“Eu fiz o possível para que a gente permanecesse desse jeito, mas o partido (PSDB) não entendeu dessa forma, na medida em que os compromissos não foram correspondidos. E a interferência que poderia existir do Rodrigo Cunha não aconteceu”, disse Lessa.
O vice de Paulo Dantas contou que durante a aliança para formar a chapa de vice de JHC, o PSDB não teria possibilitado que o PDT pudesse concorrer a um cargo federal. “Isso criou um clima muito ruim da Nacional, aqui porque também o Ciro (PDT) não teve o apoio do PSDB aqui em Alagoas”, disse.
Ainda em relação à transição, Lessa disse que foi acertada. “A transição foi difícil. Mais foi difícil mesmo. Mas acho que fiz o correto. Não estou arrependido. Acho que estava absolutamente certo, embora, eu tenha reagido muito por causa da gratidão, pois o vice de JHC era do PSDB e me pediram para eu ser o vice porque eu tinha mais condições de ajudar”, comentou.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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