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Candidatos ‘mudam de cor’ para concorrer eleições

Candidatos negros receberão recursos proporcionais do fundo eleitoral

30/08/2022 17h05
Candidatos ‘mudam de cor’ para concorrer eleições


Além de trocar de legenda partidária, os candidatos também mudam de cor. Isso aconteceu com o candidato a deputado estadual Francisco Sales (União Brasil) e do postulante ao Governo de Alagoas Cícero Albuquerque (PSOL). Eles mudaram de cor para concorrer às eleições que serão realizadas em outubro próximo, conforme registro que consta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2020, Sales se declarou branco e neste ano, registrou sua candidatura como parda. Já Albuquerque, registrou-se pardo, em 2018, e quatro anos depois está cadastrado como preto.

Esse fenômeno de mudança de cor para pretos e pardos entre os candidatos ocorre em todo o Brasil e acontece porque terão direito a receber recursos proporcionais do fundo eleitoral, conforme estabelece a Emenda Constitucional 111. Os votos nessas candidaturas contarão em dobro para a distribuição de verbas públicas nos próximos anos. Além dos candidatos negros, as candidatas mulheres também receberão incentivos.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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