Politicando
Do Valle diz que criminalidade não diminuiu e o tráfico está presente ditando regras
Coronel da PM é candidato ao Senado Federal pelo PROS
Em entrevista à REDE ANTENA7, no programa ANTENA MANHÃ, desta terça-feira (06) o coronel da Polícia Militar, Do Valle (PROS), candidato ao Senado Federal, disse que a criminalidade não diminuiu e que a sensação e os indicadores que revelam a contensão da violência no Estados não se deve apenas a ações do Governo de Alagoas, através da Segurança Pública, mas devido ao poder do tráfico que domina regiões e dita as suas regras em determinados bairros de Maceió, evitando confrontos e assassinatos, como no Vergel do Lago, citado por ele.
Apesar de ressaltar a importância das ações da segurança pública nas grotas de Maceió, o coronel Do Valle criticou a falta da integração de outras áreas para dar apoio ao trabalho da Polícia Militar nesses lugares de vulnerabilidade. “É simplesmente o policial que vai na casa do cidadão para saber como ele está. Os policiais militar e civil e o guarda municipal têm que interagir numa base dessa. Eles precisam de uma integração entre o estado e município. Mas o Governo do Estado é de um partido e o prefeito, de outro partido, e eles não se entendem. E no final, a população só vê o policial militar. O policial militar tem pouco alcance. Ele precisava ter naquela básica comunitária, agentes de saúde, pessoas da educação, secretaria da violência para identificar e trabalhar a violência contra a mulher”, disse Do Valle.
De acordo com Do Valle, há a ideia de que, somente, a Polícia Militar vai resolver os problemas da violência e questionou as ações que algumas secretarias estão desenvolvendo para contribuir com a diminuição da criminalidade. “Nós temos tantas secretárias de Direitos Humanos, Ressocialização, da Paz e não vê esse povo. E coloca a PM e coloca como na base no Osman e Selma Bandeira. Hoje, são bases abandonadas que viraram posto policial, porque estado e munícipio não se integram, porque brigam para dar cesta básica e promover evento. E cada dia mais aumenta o poder do tráfico nessas regiões e a população nesses lugares estão sitiadas pelo tráfico.”, disse.
Ainda em relação a violência, o candidato do PROS garante que a violência não diminuiu. “Em alguns lugares que muitas vezes a gente acha que o crime diminuiu. Não é que o crime diminuiu, é que a região foi dominada por uma facção criminosa. Vou citar o exemplo do bairro do Vergel, o bairro do Vergel foi dominado pela facção Comando Vermelho. E ela não permite a entrada de outra facção. O que acontece, como não se mata. A polícia não vai. E se a polícia não vai, o tráfico funciona livremente. Isso é uma coisa que se percebe no dia a dia no trabalho operacional que o estado precisa mudar. O tráfico não pode estar à frente do Estado”, disse.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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