Politicando
"Estou mexendo em um formigueiro muito grande", diz Cícero Albuquerque sobre setor sucroalcooleiro
Candidato do PSOL disse que vai lutar pelos pequenos produtores e contra os usineiros que, segundo ele, são isentos de impostos
O candidato ao Governo de Alagoas Cícero Albuquerque (PSOL) disse que o Estado não tem o papel de investir no setor sucroalcooleiro. De acordo com o professor universitário, os alagoanos são reféns deste setor de economia, que é isento de impostos, segundo postulante ao Palácio República dos Palmares. "É muito difícil falar isso porque estou mexendo em um formigueiro muito grande, mas alguém em alagoas teria que dizer isso", disse em entrevista à REDE ANTENA 7, no programa ANTENA MANHÃ desta segunda-feira (12).
"Alagoas tenha sido refém deste setor de economia, de tal ordem que vou te dar um exemplo: 'dos 10 bilhões de reais da dívida de Alagoas, 3,5 são heranças do Produban, referente à dívida não paga com o setor privado. Imagine o povo pobre pagando dívida de rico. Isso é uma inversão completa da lógica. Parte dessa dívida vem do setor sucroalcooleiro de parte de algumas famílias", disse Cícero Albuquerque.
Durante a entrevista, o candidato do PSOL aproveitou para atacar o também postulante ao Governo de Alagoas Fernando Collor. "O acordo dos usineiros feito pelo candidato Collor é um outro prejuízo imenso do povo alagoano, carga que o povo carrega nas costas para favorecer alguns. Nada contra o setor sucroalcooleiro, sucrocanavieiro e sucroenergético. Esse setor é praticamente isento de imposto. Esse setor teve isenção 240 milhões de reais no ano passado. Não é justo que o povo pobre carregue setor de economia nas costas", afirmou.
Cícero Albuquerque disse que caso seja eleito, trará soluções para os pequenos produtores, através da agricultura famílias. "O agricultor familiar será tratado com prioridade, não somente com linhas de crédito, assistência técnica e compra dos produtos. Vamos montar uma rede de restaurantes populares para os pobres e mercados populares. Todo o produto será da agricultura familiar. Isso será uma revolução para a agricultura familiar", disse.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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