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“Consegui mudar a Constituição”, diz Cunha sobre iniciativa de pagar professores com Fundef

De acordo com o candidato do UB, a ideia foi dar o direito de os professores receberem 60% dos precatórios

15/09/2022 16h04
“Consegui mudar a Constituição”, diz Cunha sobre iniciativa de pagar professores com Fundef

O candidato ao Governo de Alagoas Rodrigo Cunha (União Brasil) garantiu, que antes de se licenciar do Senado Federal, conseguiu mudar a Constituição Federal em benefício dos professores. “Está lá escrito numa emenda da Constituição desse país que faz com que os professores tenham direito de receber 60% dos precatórios do Fundef”, disse Cunha em entrevista à rádio Novo Nordeste, na manhã desta quinta-feira (15).

De acordo com Cunha, a aprovação o projeto de lei em que ele foi o relato e que regulamenta o uso dos recursos não aproveitados do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e de seu antecessor, o extinto Fundef, para o pagamento do magistério na educação básica da rede pública de ensino, não foi uma tarefa fácil, de acordo com informações do Senado Federal. “Essa foi uma causa que abracei com toda a força e conseguimos tornar uma realidade. Os professores públicos estaduais também têm direito ao Fundef. E sendo eleito, será nossa prioridade

Conforme a Agência Senado Federal, terão direito a receber os benefícios os profissionais do magistério da educação básica que estavam no cargo, com vínculo estatutário, celetista ou temporário, durante o período em que ocorreram os repasses a menos do Fundef (1997-2006), Fundeb (2007-2020) e Fundeb permanente (a partir de 2021); e os aposentados que comprovarem efetivo exercício nas redes públicas escolares nesses períodos, ainda que não tenham mais vínculo direto com a administração pública, e os herdeiros, em caso de falecimento dos profissionais.

Ainda de acordo com Agência Senado Federal, no seu parecer pela aprovação, Cunha destacou que a proposta é meritória pois tem como principal objetivo garantir que os recursos oriundos de decisões judiciais, relacionadas ao cálculo do valor anual por aluno para a distribuição dos fundos e da complementação da União ao Fundef, Fundeb e Fundeb permanente, sejam utilizados na mesma finalidade e de acordo com os mesmos critérios e condições estabelecidos para a utilização do valor principal dos Fundos.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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