Politicando
Lessa diz que PDT sofreu “traição” com grupo político anterior, mas nega mágoa
De acordo com o pedetista, acordos políticos foram descumpridos com aliança
Pessoalmente, não há mágoa, mas politicamente falando: o sentimento é de traição. Isso é o que demonstrou Ronaldo Lessa (PDT), candidato a vice-governador de Alagoas na chapa de Paulo Dantas, (MDB), Ronaldo Lessa (PDT), quando questionado sobre o motivo de ter se licenciado do cargo de vice-prefeito de Maceió para concorrer às eleições visando o Palácio República dos Palmares, durante entrevista ao programa NA MIRA DA NOTÍCIA, da rádio 96 FM. De acordo com o pedetista, a troca foi motivada por descumprimento de acordos políticos.
“A questão é mais política. A questão é que eu fazia parte de um grupo que tinha o PSDB, em que o presidente era o senador Rodrigo Cunha; o JHC, que foi o candidato a prefeito pelo PSB, e nós pelo PDT. Fizemos um acordo, inclusive com o esse compromisso de a gente votar em Rodrigo Cunha caso ele viesse realmente ser candidato a governador. Só que a coisas não andaram como foi feito”, disse Ronaldo Lessa.
De acordo com Ronaldo Lessa, acordos firmados para que o PDT ficasse com as secretarias municipais de Saúde, Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) e Habitação e que o candidato pedetista à Presidência da República Ciro Gomes recebesse apoio em Alagoas não aconteceram.
Ele elencou ainda a aliança feita com Jó Pereira e Davi Filho, afirmando que o PDT se sentiu alijado. “Depois aparece já a chapa pronta com Rodrigo Cunha, candidato ao governo, não mais pelo PSDB, mas pelo UB. E depois a deputada Jó Pereira, que também é uma deputada valorosa, e não tenho nada contra eles. Mas ela muda de partido e vai para o PSDB. E o Davi Filho, que era para o PP mantê-lo candidato ao Senado. Então, o PDT não foi contemplado nas coisas que foram combinadas no processo político, O partido sentiu-se alijado do processo”, disse.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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